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sábado, 30 de outubro de 2010

Significado das palavras

As palavras servem para nos comunicarmos

A cada palavra atribuímos um significado

A mesma palavra pode ter significados diferentes
Na mesma língua, a mesma palavra pode variar de significado
consoante a região ou o pais

E se estivermos a falar de línguas diferentes?...
Pode, simplesmente, ter significado ligeiramente diferente
Mas, porque usados em contextos distintos
Parecem-nos totalmente fora da nossa lógica

Os palavrões são um bom exemplo disso

Um palavrão é sempre um palavrão, na nossa língua...
E se o nosso palavrão for usado noutra língua que não o considera palavrão?

Um dia destes encontrei uma palavra, que bem conheço o significado em português, 
noutra língua

Dei voltas à cabeça para perceber o que significaria naquele contexto.
E lá descobri...

Mas até lá chegar a imaginação voou
só de pensar no nosso significado, naquele sinal de trânsito...



domingo, 15 de agosto de 2010

Ele e Ela

Estava calor.

Ele caminhava pelo meio da vegetação.
Por breves instantes fechou os olhos e sentiu a brisa.
Sentiu a suave e delicada fragrância das flores misturada com o odor característico da terra seca.
Sentia-se em forma e apetecia-lhe companhia.
O seu corpo forte e musculado fazia sucesso no meio delas.
Sentiu-se confiante.
Olhou à sua volta e percebeu que estava só.
Por onde passava foi deixando objectos seus dando a entender que estaria por ali.

Ela chegou e percebeu que ele estava por perto.
Olhou para as peças dele e gostou do que viu.
Fechou os olhos e com elas percorreu o rosto.
Passou-as levemente pelos seus lábios entreabertos.
Um arrepio percorreu-lhe todo o corpo.
Sentiu-se excitada com o cheiro e com a suavidade que sentia.
Olhou à sua volta, procurando-o, mas sem sucesso.

Ele aproximou-se.

Olharam-se.
Ele aproximou-se mas ela com olhar de menina traquina afastou-se docemente.

Ele não lhe tirava os olhos.
Como era bela.
Olhos grandes e negros, pestanas compridas.
Olhar matreiro.
Corpo perfeito.

Ela encaminhou-se para um riacho.

Ele seguiu-a com os olhos.

Ela bebeu água.
Sentiu a água a escorrer-lhe pelos lábios, indo para o pescoço e escorrendo até ao  peito.

Ele seguiu com o olhar o percurso da água que lhe escorria.
Estava embevecido.
Suspirou...

Depois de se saciar ela afastou-se do riacho.
O seu corpo era gracioso e caminhava de forma muito sensual.
Caminhou suavemente na direcção dele.
A meio do caminho parou e olho-o nos olhos.
Fez-lhe um olhar que ele bem conhecia.

Ele aproximou-se dela com suavidade.
Sentiu todos os pêlos do seu corpo eriçados.
Gentilmente tocou-lhe e sentiu a respiração dela acelerar.

Tinha, por fim chegado, a hora.

Ele não sabia bem.
Ela sabia, pelo menos instintivamente.

A natureza não lhes perdoaria.

Em breve seriam pais de um lindo alce.